O dado mais recente fechado é o de julho, divulgado em agosto: o superávit continua alto, mas a composição mudou — importação cresce mais rápido que exportação, e o destino das vendas se reorganiza entre China, União Europeia e Estados Unidos.
Balança · julho
Superávit de US$ 7 bilhões em julho, com importação crescendo mais que exportação
As exportações somaram US$ 34,1 bilhões em julho (alta de 6,2%) e as importações, US$ 27,1 bilhões (alta de 7,6%). A corrente de comércio chegou a US$ 61,17 bilhões, 6,8% acima de julho de 2025.
O detalhe que importa: importação subindo mais rápido que exportação comprime o saldo mês a mês, mesmo com superávit robusto — sinal de demanda interna aquecida e de câmbio favorável ao importador.
Vendas para China e União Europeia sobem; Estados Unidos e Argentina recuam
A reorganização dos destinos das exportações brasileiras acontece com queda nas vendas para norte-americanos e argentinos, compensada por avanço para chineses e europeus.
Consequência para quem opera: rota, moeda e prazo mudam junto com o destino — realoca risco cambial e exige revisão de contrato de frete e de seguro.
Soja, petróleo bruto e óleos combustíveis puxaram o mês
A agropecuária cresceu 9,3% no período, com a soja avançando cerca de US$ 870 milhões. Na indústria extrativa, o óleo bruto de petróleo somou aproximadamente US$ 960 milhões, mesma ordem de grandeza do avanço dos óleos combustíveis na indústria de transformação.
Leitura: a pauta segue concentrada em commodity — o que amarra o resultado da balança ao preço internacional, não ao esforço comercial do exportador.